
Tudo bem! Posso até desfrutar do mesmo farelo, mas do mesmo odor... Aí complica. Tem gente que quer socializar até o cigarro que fuma. Se não na janela de casa pra visitar outros apartamentos, nas escadas. Não quer impregnar a casa, também não deixe a desgraça dos seus rastros na escada para que todos possam senti-lo. Ninguém é obrigado. Parece que nunca ouviu a famosa frase: “obrigado por não fumar” - me lembra um filme muito bom “Obrigado Por Fumar” (assista!) – ou nunca a interpretou. Como se isso não bastasse, ainda tem aquele que com interfone no prédio faz questão de ficar gritando lá da garagem do subsolo pro vizinho lá do vigésimo andar: “ô Maicol! Desça aí véi” – o guri responde que não pode, porque a mãe não vai deixar, já que tirou nota baixa na escola e tem que estudar e o outro insiste. Aí fica aquele longo e delicioso diálogo via “vento” que está ali pra quem quiser ouvir. Se não tivesse interfone tava todo mundo reclamando. Como tem, prefere usar as cordas vocais. Até a hora de torar tudo.

